
Mais um serviço que nunca teve na história chega a Francisco Morato. No dia 15, a Prefeitura, por meio do SAME implantou o serviço de Residência Terapêutica, que será grande aliada da Rede de Atenção Psicossocial. Ela têm como objetivo o cuidado às pessoas egressas de internações psiquiátricas de longa permanência, com suporte social e familiar ausente e/ou insuficiente, viabilizando a inserção social das mesmas a partir da afirmação do direito de viver em comunidade.
O serviço é uma Residência Terapêutica do Tipo II, visto que se trata, em sua maioria, de pacientes com longa internação e muitos com idades avançadas. A equipe de saúde mental tem como objetivo resgatar e/ou produzir cidadania como valor em saúde possibilitando o exercício de direitos de “ir e vir” e “viver em comunidade” por parte de usuários de saúde mental.
A Residência Terapêutica foi implementada em estrutura com espaço físico condizente com 09 (nove) moradores, mobiliada segundo necessidades individuais e de convivência coletiva. Em sua estrutura operacional, terá como referência para o cuidado , a equipe técnica do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), que foi ampliada em um técnico de enfermagem, um supervisor e cinco profissionais denominados cuidadores, co-responsáveis pela formulação, pactuação e execução dos Projetos Terapêuticos Singulares. Esta equipe ampliada atuará na assistência direta e na orientação e pactuação das ações junto às demais unidades de saúde e recursos intersetoriais,além de promover oficinas, atividades festivas e atendimentos ofertados pela equipe multiprofissional .
Foi destacado ainda o cuidado na escolha da casa da Residência Terapêutica. Bem espaçosa, a casa recém-inaugurada conta com (….) “A ideia é que seja uma casa normal, sem nenhuma característica de instituição, onde eles tenham seus quartos, e que nós, os profissionais e acompanhantes, sejamos capazes de ajudá-los em sua reumanização e ressocialização, tratando-os como cidadãos, pois muitos vieram sem documentos e sem uma história de vida, então, para eles é um renascimento. É o resgate da vida e cidadania deles”, diz o superintendente de saúde, Marcelo Simões
Quanto ao atendimento hospitalar, os usuários-moradores terão como referência a Unidade Básica de Saúde do Vila Espanhola.
“É compromisso desta gestão levar uma saúde de qualidade a todas, de forma mais cuidadosa e respeitando as individualidades e principalmente dar a estes pacientes uma nova oportunidade de reinserção na sociedade”, disse a prefeita Renata Sene.

